Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Brian Weiss

Só o amor é real

 

Para cada um de nós, existe alguma pessoa especial. Muitas vezes, existem duas, três, ou mesmo quatro. Todas vêm de gerações diferentes. 

Atravessam oceanos de tempos e profundidades celestiais para estarem connosco novamente. Vêm do outro lado do céu. 

Podem parecer diferentes, mas o nosso coração  reconhece-as. Nosso coração abrigou-as  nos braços em tempos antigos. 

Marchamos juntos nos exércitos de generais guerreiros que a História esqueceu, e vivemos com elas nas cavernas cobertas de areia dos Homens Antigos.

Há entre eles e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós. 

A nossa mente pode interferir. "Eu não te conheço". Mas o coração sabe.

Ela toma a nossa mão pela "primeira" vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser. 

Ela olha nos  nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos.

Há uma estranha sensação no  nosso estômago. A nossa pele arrepia-se. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância.

Ela pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrado, embora a conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial, o futuro.

Mas ela não o vê. Temores, racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ela não permite que afastemos o véu.

Choramos e sofremos, mas ela  vai-se . A "natureza" tem os seus caprichos.

Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de explodir com força igual.

O reconhecimento do espírito pode ser imediato.

Uma súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia alcançar. Em níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da família. 

Ou ainda mais profundos. 

Sabemos intuitivamente o que dizer, como ele vai reagir. Um sentimento de segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um dia, uma semana ou um mês.

O reconhecimento da alma pode ser subtil e lento. Um despertar da consciência à medida em que o véu se  vai aos poucos levantando. Nem todos estão prontos para ver imediatamente. Há um ritmo nisto tudo, e a paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.

Um olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do espírito. 

O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida.

O toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal. 

Ou pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos.

Do livro "Só O Amor É Real", de Brian Weiss

“Ternamente ele Segura-lhe a mão pela primeira vez.

A memória desse toque corre o infinito, transcende o tempo. Alardeia-se pelo universo. Ela olha-o nos olhos e instintivamente reconhece-o de eras remotas. Ele pode não reconhecê-la de imediato, masos  seus braços arrepiam-se e tudo o mais além perde a importância... Quando ambos se reconhecem nenhum vulcao poderá conter tanto furor, tanta paixão. Tamanha a energia que é liberada. Nada no mundo é empecilho para o eclodir de tantas emoções!”

 Só o Amor é Real

Brian L. Weiss, M. D.

 

 

“A pessoa pode reconhecer a química. A atracção está lá em definitivo, mas a origem da química não é compreendida. É ilusório acreditar que essa paixão, esse reconhecimento da alma, essa atracção sejam facilmente encontradas de novo com outra pessoa. Não se tropeça numa alma gémea todos os dias, talvez só mais uma ou duas vezes numa vida. A graça divina pode recompensar um bom coração, uma alma cheia de amor.

(...)

 

Nunca nos devemos preocupar em encontrar a alma gémea. Tais encontros são coisa do destino.

Ocorrerão.

Depois do encontro, reina o livre arbítrio de ambas as partes. Que decisões são ou não tomadas é uma questão de livre arbítrio, de escolha. Os mais adormecidos tomarão decisões baseadas na mente e em todos os medos e preconceitos. Infelizmente, isto muitas vezes resulta em corações partidos."

 

Brian Weiss, in Só o Amor é Real. A História do Reencontro de Almas Gémeas”

 

 

 


publicado por tueum às 09:33
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2 comentários:
De alen-tejo a 22 de Novembro de 2007 às 09:46
Porque me sinto eu a tua alma gemea, simplesmente porque te amo.
Agora ao ler este post devias ver meu sorriso de tonto, e porquê??? porque ainda ontem (tantas saudades) falamos e lemos os livros.
Amo-te minha menina
Serás sempre minha, sempre
Beijo na testa


De Subjectividades a 22 de Novembro de 2007 às 12:44
Antes de nascer, a criança viveu; a morte nada termina.A vida é uma volta; ela passa semelhante ao dia solar que recomeça.

parabéns pelo texto e pela escolha do autor!


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